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Recursos Minerais de Portugal

EXPORTAÇÕES DE PEDRA NATURAL PORTUGUESA COM CRESCIMENTO MODERADO EM JULHO

Os dados provisórios de julho de 2023 apontam para um crescimento das exportações, ainda que com valores mais comedidos que os que fecharam o primeiro semestre do ano. O setor exportou mais de 308 milhões de euros, com um crescimento de volume de negócio internacional de 3,49% quando comparado com o mesmo período de 2022. A valorização do produto também se destaca pela positiva, voltando a apresentar um crescimento, face ao mesmo período de 2022, em 6,60%, com registos de exportação para 111 países.

Houve um aumento no volume de negócio mundial, com mais 10,4 milhões de euros transacionados, que no mesmo período de 2022, impulsionado principalmente pelo aumento nas exportações para fora da União Europeia e também pela significativa expansão no volume de negócios com a OPEP. A Europa, no seu conjunto, apresenta uma tendência de estagnação, com alguns mercados a apresentar grandes variações negativas face ao mesmo período do ano passado.

  • Em relação ao acumulado a julho de 2023, face ao seu homólogo de 2022, apontam-se as seguintes notas:
    •    O mercado mundial teve um aumento, em volume de negócio, de 3,49%, representando um aumento superior a 10 milhões de euros, suportado nos aumentos verificados nos mercados Extra União Europeia;
    •    Foram transacionadas menos 37 mil toneladas de produto, -2,92%;
    •    O preço médio da tonelada de produto exportado continua com uma variação positiva, verificando-se em junho mais 6,60% que no período homólogo de 2022. São os mercados externos à União Europeia que sustentam este valor;
    •    Foram transacionados menos 230 mil euros com países Intra União Europeia, com menos 33 mil toneladas de produto;
    •    Relativamente aos países Extra União Europeia, regista-se um aumento do volume de negócio com 8,33% de crescimento, e uma quebra de 0,68% na quantidade de produto exportado. O preço médio por tonelada de produto, regista um crescimento de 9,07%;
    •    O comércio com países da EFTA registou uma quebra superior a 1 milhão de euros de volume de negócio, representando uma queda de 22,26% em relação ao período homólogo do ano anterior. Também na quantidade de produto exportado se regista uma quebra equivalente de 24,96%, para a qual concorre um crescimento do preço médio da tonelada em 3,60%;
    •    O comércio com os países da OPEP, regista uma variação positiva de 60,27%, com um aumento da variação de volume de negócio de quase 7 milhões de euros, em relação a 2022. O aumento da quantidade de produto exportado regista também um aumento, com 71,71% de crescimento. A contrapor os dados positivos continua a desvalorização do preço médio da tonelada de produto, com uma contração de 6,66%;
    •    Quando analisados os dados dos PALOP, regista-se um aumento, tanto do volume de negócio, como da quantidade de produto exportado, com crescimentos de 17,97% e 5,35%, respetivamente. Estas variações concorrem de forma positiva para um claro aumento do preço médio da tonelada, com um crescimento de 11,98%.

 

Globalmente verifica-se um crescimento no volume de negócio, com uma diminuição da quantidade de produto exportada, contribuindo genericamente para um aumento do preço por tonelada de produto exportado.

Destacam-se ainda algumas conclusões da análise dos dados relativos aos países cimeiros do ranking de mercados da pedra natural portuguesa:

  • A França, com um crescimento sólido, continua a liderar como destino da pedra natural portuguesa, apresentando uma variação positiva de 13,25% em volume de negócio, com mais de 7 milhões de euros exportados. Este crescimento é acompanhado por um aumento mais vincado da quantidade de produto exportado, com mais 31,14%, a que correspondem mais 53 mil toneladas de produto. Apresenta, no entanto, uma quebra de 13,64% no preço médio da tonelada de produto, em linha com os registos da análise dos meses anteriores;
  • A China mantém a segunda posição, com mais 4,26% em volume de negócio, que correspondem a mais 1,7 milhões de euros; mais 1,20% na quantidade de produto exportada, com mais 4 mil toneladas. O preço médio da tonelada de produto exportado, apresenta um crescimento de 3,02%;
  • A Espanha, mantém o 3º lugar, com mais 1,4 milhões de euros de volume de negócios, a que corresponde 4,15% de crescimento, em relação ao mesmo período homólogo de 2022. As quantidades exportadas estão em retração de 8,59%, ou seja, menos 22 mil toneladas. Apresenta uma valorização do preço médio da tonelada de produto exportado de quase 14%;
  • Os Estados Unidos mantêm a 4ª posição, com um aumento do volume de negócio superior a 22%, mais 3,6 milhões de euros negociados, com uma quebra na quantidade de produto exportado de 10,00% (menos 1,4 mil toneladas), a qual concorre para um reflexo positivo na valorização do produto, com um aumento de 35,67% face ao semestre homólogo de 2022;
  • O mercado alemão, mantendo a 5ª posição, continua a registar indicadores negativos, com exceção para o preço médio da tonelada de produto comercializado. O volume de negócio, contrai 25,17%, com menos 6 milhões de euros transacionados. A maior quebra continua a ser registada nas quantidades de produto exportado, com uma queda de 34%, com menos 43 mil toneladas. Há, no entanto, o registo de um aumento de 13,34% no preço médio da tonelada comercializada;
  • O Reino Unido mantém a 6ª posição, com um aumento de 2,24% nas transações comerciais e uma variação negativa de 10,79% nas quantidades de produto exportado. Aponta-se ainda uma valorização do produto de 9,58%;
  • A Argélia e Vietnam mostram crescimentos bastante significativos em todos os indicadores, sinalizando-os como mercados não habituais no nosso top 10 de destinos;
  • Sublinha-se o declínio substancial da Alemanha, em praticamente todos os indicadores, o que com o histórico que se tem vindo a verificar durante o primeiro semestre, pela importância do mercado, poderá revelar-se particularmente preocupante;
  • Tanto a França como a Bélgica, apesar do aumento em volume de negócio e quantidades exportadas, há uma quebra acentuada no preço médio praticado.


Este é o melhor mês de junho do período em análise (2017-2023), . 


Para mais detalhes, descarregue o Boletim Mensal da Estatística do Comércio internacional.

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