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Recursos Minerais de Portugal

PEDRA NATURAL MANTÉM QUEBRA NAS EXPORTAÇÕES

Em abril foram publicados os dados provisórios das exportações relativas ao mês de fevereiro de 2024, que apontam uma quebra nas exportações, quando comparadas com o mês homólogo de 2023, ainda que com menor intensidade que no mês passado. O setor exportou 71 milhões de euros, tendo transacionado cerca de 269 mil toneladas de produto. A valorização do produto apresenta um crescimento, face ao mesmo período de 2023, de 4,33%, com registos de exportação para 79 países.

Houve uma retração no volume de negócio mundial, de menos 7,5 milhões de euros transacionados em relação ao acumulado de fevereiro de 2023, fortemente condicionados pela retração do volume de exportações para os países da União Europeia. A Europa, apresenta valores de retração, de -17,59%, com alguns mercados a apresentar fortes variações negativas face ao mesmo período do ano passado. A leitura dos dados macro indica uma tendência negativa nos comportamentos dos diversos mercados globais, com forte retração em alguns países europeus, nomeadamente a Alemanha, o Reino Unido e a Bélgica. O acumulado de fevereiro de 2024, aponta uma forte retração, também no mercado dos Estados Unidos. Em contraponto, o Vietname, que já no decorrer do ano de 2023 tinha atingido valores de crescimento excecionais, apresenta, no acumulado deste mês, um crescimento de 197%. 

Apontam-se as seguintes notas:

  • O mercado mundial teve uma retração, em volume de negócio, de 9,59%, com menos 7,5 milhões de euros em volume de negócio. Verifica-se também uma redução da quantidade de produto exportado de menos 41 mil toneladas, -13,34%, o que contribuiu para uma taxa de valorização do produto em 4,33% face ao mesmo período de 2023;
  • Foram transacionados menos 8 milhões de euros com países Intra União Europeia, com menos 39,5 mil toneladas de produto;
  • Relativamente aos países Extra União Europeia, regista-se um aumento do volume de negócio de 1,38%, e um decréscimo de –1,66% na quantidade de produto exportado. O preço médio por tonelada de produto, regista um crescimento de 3,09%;
  • O comércio com países da EFTA registou uma quebra de 283 mil euros, representando uma queda de -23,88% em relação ao período homólogo do ano anterior. Também na quantidade de produto exportado se regista uma quebra de -41,45%, para a qual concorre um crescimento do preço médio da tonelada em 30,01%;
  • O comércio com os países da OPEP, regista uma variação positiva de 20,33%, acompanhada de um crescimento da quantidade de produto exportado, com 10,75%. Estes dados são acompanhados de um crescimento na valorização do preço médio da tonelada de produto de 8,65%;
  • Em relação aos PALOP, regista-se uma diminuição do volume de negócio, de -1,73%, e uma quebra na quantidade de produto exportado de -20,10%. Estas variações concorrem de forma positiva para um aumento do preço médio da tonelada, com um crescimento de 22,99%.

Destacam-se ainda algumas conclusões da análise dos dados relativos aos países cimeiros do ranking de mercados da pedra natural portuguesa:

  • França ocupa o 1º lugar como mercado destino. Apresenta, no entanto, uma quebra generalizada nos indicadores, à exceção da valorização do produto. Verifica-se uma contração de -1,55% (menos 247 mil euros) no volume de negócio, acompanhada por uma valorização do preço médio da tonelada de produto com 6,92%, sustentada na quebra da quantidade de produto comercializada, a qual retrai -7,93%, com menos 5 mil toneladas;
  • A China, mantém a 2ª posição, apresentando um aumento 514 mil euros (-6,04%), no volume de negócio. No entanto, o preço por tonelada de produto contrai -2,46% face a 2023, sustentada no aumento da quantidade de produto exportada 8,71%, a que correspondem 8,1 mil toneladas;
  • Espanha ocupa a 3ª posição com menos 287 mil euros em volume de negócio (-3,32%) e uma redução de -15,44% na quantidade de produto (-10 mil toneladas). Este mercado regista também um acréscimo do preço por tonelada de produto de 14,33%;
  • O Reino Unido sobe para a 4ª posição, com, ainda que, com uma diminuição -18,87% nas transações comerciais, acompanhado de uma variação negativa de -27,49% nas quantidades de produto exportado. Aponta-se ainda uma valorização do produto de 11,88%;
  • Os Estados Unidos descem para a 5ª posição, com uma quebra de -27,40%, a que correspondem 1,5 milhões de euros em volume de negócio. Foram transacionadas menos 669 toneladas de produto, com uma diminuição da valorização do produto de -7,25%;
  • A 6ª posição é atualmente ocupada pelo Vietname, que apresenta um aumento no volume de negócio, com mais 197,60% (mais 2,5 milhões de euros) e mais 1318 toneladas de produto exportado (+77,03%). Apresenta também uma valorização do preço médio da tonelada de produto exportada, com mais 68,11%;
  • A Alemanha mantém o 7º lugar, com indicadores fortemente negativos, com exceção para o preço médio da tonelada de produto comercializado, 15,09% de aumento. O volume de negócio, contrai 47%, com menos 2,3 milhões de euros transacionados. A maior quebra continua a ser registada nas quantidades de produto exportado, com uma queda de 53,94%, a que correspondem menos 11,7 mil toneladas que o verificado no mesmo período de 2023.

A performance de fevereiro de 2024 fica abaixo da registada no homólogo de 2023, contudo ainda, os dados disponibilizados até à data são insuficientes para que se possa percecionar a tendência anual.

Para mais detalhes, descarregue o Boletim Mensal da Estatística do Comércio internacional.

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