
As exportações portuguesas de pedra natural totalizaram 68,3 milhões de euros nos dois primeiros meses de 2026, uma redução homóloga de 8,2% em valor e de 13,1% em quantidade, segundo os dados do INE relativos ao acumulado de fevereiro. Apesar da contração generalizada dos principais mercados, fevereiro mostrou sinais de abrandamento da queda registada em janeiro e a valorização média do produto exportado avançou 5,7%, atingindo 287,31 €/tonelada.
Análise por mercado de destino
A França mantém-se como o principal destino das exportações nacionais, com 14,2 milhões de euros, mas regista a maior contração entre os mercados de topo (-19,9% em valor e -28,4% em quantidade). A China surge em segundo lugar, com 9,7 milhões de euros e uma evolução positiva de 4,2% em valor, enquanto Espanha consolida o terceiro lugar, com 9,4 milhões de euros e uma ligeira retração de 5,9%.
Entre os principais mercados, destaca-se o desempenho favorável do Reino Unido (+17,1%), da Alemanha (+8,2%), da Índia (+32,9%) e da Bélgica (+55,2%), que contrabalançam parcialmente as quedas significativas observadas nos Estados Unidos da América (-28,9%), Koweit (-31,3%), Países Baixos (-17,5%) e Irlanda (-31,1%). Mercados emergentes como o Catar (+70,9%), o Canadá (+297,7%) e Israel (+187,9%) apresentam crescimentos expressivos, ainda que partindo de bases reduzidas.

Análise por tipo de pedra
Em janeiro de 2026, o calcário lidera as exportações setoriais com 19,7 milhões de euros (29% do total), seguido pelo granito com 18,1 milhões de euros (27%) e pelo mármore com 14,1 milhões de euros (21%). Os pórfiros e basaltos representam 3% do total exportado e o xisto 2%, enquanto a categoria não desagregada (códigos NC que não permitem identificação direta do tipo de pedra) corresponde a 19% das exportações.
Distribuição geográfica e destinos
O setor exportou para 75 países diferentes durante os dois primeiros meses do ano. A Europa concentra 56,15% do total exportado, com a União Europeia a representar 30,9 milhões de euros (-7,7% face ao período homólogo). Os mercados extracomunitários totalizaram 37,3 milhões de euros, registando uma quebra de 8,6%. Os mercados PALOP apresentam a contração mais acentuada (-73,0%), enquanto os países da OPEP recuaram 15,3% e os da EFTA 24,4%.
Evolução face a janeiro
Os dados de fevereiro revelam um abrandamento do ritmo de queda. Em janeiro, as exportações tinham recuado 12,1% face ao mês homólogo de 2025; em fevereiro, a quebra atenuou-se para 4,4%, indicando uma recuperação progressiva ao longo do primeiro trimestre. Para já, é prematuro confirmar uma inversão da tendência, mas a desaceleração da contração e o aumento do preço médio por tonelada são sinais relevantes a monitorizar nos próximos meses.


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