A revista Engeobras analisa as oportunidades de um novo ciclo mineiro em Portugal para a engenharia e a construção. A ASSIMAGRA destaca o peso económico do setor e aponta os obstáculos que ainda travam o seu crescimento.
A Engeobras publicou um trabalho sobre o regresso da aposta no subsolo português, mais de quatro décadas depois da abertura da última mina. A procura europeia por matérias-primas críticas, como o lítio, o cobre, o tungsténio, o estanho e as terras raras, está a acelerar a prospeção e pode abrir trabalho para empresas de engenharia, construtores e fornecedores de equipamentos. O artigo ouve a Associação Portuguesa de Geólogos, o LNEG e a Savannah Resources, sobre o Projeto Lítio do Barroso.
A ASSIMAGRA descreve o setor como estando num momento decisivo e recorda o estudo da Nova SBE, apresentado no StonebyPORTUGAL Summit 2026: o setor gera 3,7 mil milhões de euros e sustenta 73 800 empregos em Portugal, e cada euro de valor acrescentado direto da indústria extrativa gera 3,08 euros na economia. Como principais entraves, a associação aponta a lentidão do licenciamento ambiental e mineiro, as falhas de infraestruturas, os custos da energia e a falta de mão de obra qualificada, a que responde com bolsas e parcerias com o ensino superior.
