O Governo criou formalmente a Agência de Geologia e Energia (AGE), publicada em Diário da República, que passa a concentrar competências hoje dispersas na energia e na geologia. A AGE resulta da fusão da DGEG, LNEG, EDM e EDMI, implicando também a extinção da ADENE, com transferência de trabalhadores, património e atribuições para a nova entidade.
A agência funcionará em regime de instalação até 30 de junho de 2027, período em que decorrerá a integração faseada dos serviços e em que o membro do Governo responsável pela energia fixará a data de extinção efetiva dos organismos fundidos. Paralelamente, a ENSE é reestruturada e passa a chamar-se Entidade Gestora de Reservas Estratégicas de Portugal.
A AGE é definida como instituto público de regime especial, com autonomia administrativa e financeira, jurisdição nacional e sede no Porto, assumindo um papel central na gestão dos recursos energéticos e geológicos, incluindo matérias-primas críticas. O conselho diretivo terá cinco membros (presidente, vice-presidente e três vogais), ainda sem nome conhecidos, com estatuto remuneratório equiparado às empresas públicas de Tipo A.