A ASSIMAGRA apresentou formalmente o seu contributo relativamente ao Anteprojeto de Lei da Reforma da Legislação Laboral, atualmente em discussão no âmbito da Comissão Permanente de Concertação Social (CPCS).
O documento, distribuído pela Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, a 24 de julho, foi aprovado em Conselho de Ministros e procura modernizar as relações de trabalho, proteger os direitos e reequilibrar o sistema laboral.
Aspetos positivos identificados pela ASSIMAGRA:
- A reintrodução do banco de horas individual;
- Alargamento dos contratos a termo certo e incerto;
- Flexibilização das regras de outsourcing;
- Revisão da lei da greve, com reforço dos serviços mínimos;
- Valorização da negociação coletiva.
Aspetos a rever, e propostas de alteração/melhoria:
- Horas suplementares: aumento do limite anual de 200 para 250 horas por via de instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho;
- Menos burocracias administrativas para micro e PMEs;
- Faltas justificadas remuneradas: limitação a casos expressamente previstos na Lei;
- Despedimento por renovação de quadros: inclusão como fundamento legítimo no Código do Trabalho;
- Formação contínua: simplificação para micro e PMEs;
- Horários de trabalho: maior flexibilização por setor de atividade;
- Faltas autodeclaradas por doença: redução para no máximo dois dias por ano;
- Incentivos à contratação: benefícios fiscais para jovens, desempregados de longa duração e reconversão profissional.
Esta reforma laboral deverá ser uma oportunidade para construir maior flexibilidade normativa, essencial para a competitividade e adaptabilidade das empresas do setor.