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EXPORTAÇÃO 360º: SETORES NACIONAIS ENFRENTAM TEMPESTADE DE CUSTOS
É neste contexto que se movem as empresas exportadoras, cujo caderno de encargos passa, cada vez mais, pela inovação e colaboração enquanto estratégias para a competitividade. Isso mesmo atestaram os participantes na mesa-redonda dedicada ao tópico “Exportação 360o“: Nelson Cristo, da Assimagra – Recursos Minerais de Portugal; Sónia Vieira, da ViniPortugal; Gonçalo Santos Andrade, da Portugal Fresh – Associação para a Promoção das Frutas, Legumes e Flores; e Ana Gonçalves, da APAT – Associação dos Transitários de Portugal; moderados pelo consultor da EY João Queirós.
Com mais de 1.600 milhões de toneladas exportadas em 2025, o setor da pedra lida diariamente com as dificuldades de contexto, nomeadamente as associadas ao custo do transporte: afinal, cerca de 48% da produção dirige-se a mercados extracomunitários, o que torna esta indústria muito dependente do transporte marítimo. “Há destinos em que o transporte é mais caro do que a carga”, comentou Nelson Cristo. Apontou ainda como condicionantes a complexidade para licenciamento de pedreiras, o envelhecimento da mão-de-obra e o facto de, nos últimos 20 anos, terem desaparecido entre 45 a 60% das empresas extratoras.