
Os dados provisórios referentes ao mês de janeiro de 2026, divulgados pelo INE, revelam um início de ano marcado por uma contração significativa das exportações do setor da pedra natural portuguesa, face ao período homólogo de 2025.
- O setor exportou aproximadamente 31,2 milhões de euros, o que representa uma diminuição de -13,33% face a janeiro de 2025 (-4,8 milhões de euros);
- O volume exportado situou-se nas 123.052 toneladas, registando uma redução de -6,75% (-8.906 toneladas);
- O preço médio por tonelada recuou -7,05%, fixando-se nos 253,79 €/ton (face a 273,04 €/ton em janeiro de 2025).
O setor exportou para 65 países no primeiro mês do ano.
EXPORTAÇÕES POR REGIÃO
Intra União Europeia:
– Representam 55,12% do total exportado, com 17,2 milhões de euros e 68.376 toneladas.
– Redução de -11,89% no valor e -8,95% no volume face ao período homólogo.
– Preço médio por tonelada: 251,83 €/ton (-3,24%).
Extra União Europeia:
– Representam 44,88% do total, com 14,0 milhões de euros e 54.675 toneladas.
– Redução de -15,02% no valor e -3,85% no volume.
– Preço médio por tonelada: 256,23 €/ton (-11,63%).
COMÉRCIO COM PAÍSES DA EFTA:
- Valor total exportado: 399 mil euros.
- Volume total exportado: 1.253 toneladas.
- Preço médio por tonelada: 317,99 €/ton.
- Variação face a 2025: valor -31,47%; volume -36,69%; preço médio +8,25%.
COMÉRCIO COM PAÍSES DA OPEP:
- Valor total exportado: 1,7 milhões de euros.
- Volume total exportado: 3.265 toneladas.
- Preço médio por tonelada: 529,45 €/ton.
- Variação face a 2025: valor -11,63%; volume -15,37%; preço médio +4,42%.
COMÉRCIO COM OS PALOP:
- Valor total exportado: 253 mil euros.
- Volume total exportado: 342 toneladas.
- Preço médio por tonelada: 739,82 €/ton.
- Variação face a 2025: valor -74,91%; volume -22,04%; preço médio -67,82%.
A forte retração nas exportações para os PALOP, com uma queda de quase 75% em valor, destaca-se como o principal ponto de atenção neste arranque de ano.

PRINCIPAIS MERCADOS
A França manteve-se como o principal mercado de destino, com 7,1 milhões de euros (-17,72%) e 27.084 toneladas exportadas (-11,19%). O preço médio por tonelada situou-se nos 264 €/ton, registando uma descida de -7,36%.
A China ocupa a segunda posição, com 4,6 milhões de euros (-0,28%) e 34.656 toneladas (-5,62%). Apesar da ligeira redução em valor e volume, o preço médio subiu 5,66%, fixando-se nos 134 €/ton.
A Espanha surge em terceiro lugar, com 3,7 milhões de euros (-18,29%) e 23.689 toneladas (+3,02%). A queda no preço médio por tonelada foi significativa: -20,69%, fixando-se nos 158 €/ton.
O Reino Unido foi o destaque positivo entre os cinco principais mercados, com um crescimento de +36,36% em valor (2,2 milhões de euros) e +31,17% em volume (5.496 toneladas), evidenciando uma dinâmica favorável neste mercado.
Os Estados Unidos da América registaram uma quebra expressiva de -36,73% no valor exportado (1,8 milhões de euros) e de -9,79% no volume (1.317 toneladas), com o preço médio por tonelada a recuar -29,87%, para 1.344 €/ton – um indicador que reflete as pressões do contexto tarifário e cambial sobre as exportações de pedra natural portuguesa para este mercado.
Entre os mercados com maior crescimento percentual, destacam-se a Turquia (+724,26% em valor), a Cabo Verde (+223,30%), o Israel (+157,92%), a Rússia (+153,24%) e os Emirados Árabes Unidos (+97,20%), ainda que com valores absolutos mais reduzidos. De notar a entrada de Taiwan no ranking, com 91 mil euros e 411 toneladas, sem registo no período homólogo de 2025.
Em sentido contrário, registaram-se quebras significativas em Angola (-71,56%), no México (-45,31%), na Suécia (-39,04%) e na Irlanda (-36,65%).
COMPARATIVO HISTÓRICO (JANEIRO)

O valor de janeiro de 2026 (31,2 milhões de euros) situa-se abaixo de todos os janeiros registados desde 2022, e é o segundo valor mais baixo da série 2020–2026, apenas acima dos 28,7 milhões de euros registados em janeiro de 2021, ano ainda marcado pelos efeitos da pandemia. Recorde-se que o melhor janeiro da série foi o de 2023, com 38,8 milhões de euros.

Para mais detalhes, descarregue o Boletim Mensal da Estatística do Comércio Internacional.